Palestra de IA é fácil de aplaudir e difícil de aproveitar. O problema raramente é o palestrante não conhecer tecnologia. É a palestra terminar sem que ninguém saiba o que fazer na segunda-feira.
Os quatro critérios
1. Operação real por trás do conteúdo. Demonstração de ferramenta é show. Leitura de operação é conteúdo. A diferença aparece quando alguém da plateia pergunta sobre dado sujo, processo em disputa e decisão sem dono.
2. Um framework que separe camada de tarefa e camada de decisão. IA em tarefa é ganho rápido com risco baixo. IA em decisão exige dado, governança e responsável. Palestra que trata as duas como a mesma coisa produz projeto que morre no piloto.
3. Honestidade sobre pré-requisito. Se a palestra não fala de definição de dado, fonte de verdade e governança, ela está vendendo aceleração para uma operação que vai amplificar o próprio erro.
4. Continuidade. O time precisa sair com uma linguagem comum e um material de aplicação, não só com uma sensação boa.
O que evitar
- Previsão sobre o futuro do trabalho sem nenhuma conexão com o funil da empresa presente na sala.
- Números de mercado citados sem fonte.
- Caso de uso genérico que ignora o estágio de maturidade da operação.
- Promessa de resultado sem falar de dado.
Formato que costuma funcionar
Keynote de 45 a 60 minutos quando o objetivo é alinhar leitura entre áreas. Formato estendido, de 90 minutos a meio dia, quando o objetivo é a liderança sair com diagnóstico inicial e prioridade escolhida.
As duas keynotes centrais aqui são "RevOps + IA: a nova arquitetura da receita" e "IA sem arquitetura acelera o caos". Veja temas, formatos e público em palestras e a página específica de palestrante de inteligência artificial. Para preparar a leitura antes do evento, comece por dados e governança antes da IA.